sexta-feira, 27 de julho de 2007

Manuela Carneiro da Cunha observa:

"Aqui o escravo é visto, não se dá a ver. É visto sob formas que o despersonalizam de duas maneiras, mostrando-o seja como um tipo, seja como uma função. Não é o rosto único do retrato que se busca típico, mas a generalidade que permite reconhecê-lo como um "negro mina", "gabão", "cabinda", "crioulo". Enquanto tipo, ele está ali como sinal de uma categoria que o subsume, outra coisa que não ele, maior do que ele, e na qual sua especificidade (por mais que seu rosto, único, seja indelével no retrato) se torna irrelevante (XXIII)."

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